Com o mercado passando por uma fase de baixa devido à crise econômica, as perspectivas de negócios em geral não são muito promissoras e vários setores já foram afetados. Com a alta do desemprego nos últimos meses, que, segundo dados do Pnad Contínua divulgados pelo IBGE, bateu a taxa de 8,3% no segundo trimestre deste ano, muita gente acaba pensando em soluções alternativas para gerar fonte de renda. No entanto, apesar de ser um momento econômico preocupante, tempos de crise podem aflorar o espírito empreendedor nas pessoas, que precisam buscar formas criativas para se reinventar e sobreviver.

De fato, existem dois tipos de empreendedores: aquele que tem o senso de empreendedor natural, que quer solucionar algum problema e fazer algo diferente, principalmente em momentos de crise. E o outro, que é aquele que tem a oportunidade de empreender, pois perdeu o emprego e precisa buscar outra forma de se sustentar. Para esse segundo grupo, perder o emprego é como um empurrãozinho que faltava para tirar aquela ideia do papel e dar o start no seu negócio. Nota-se que atualmente a vontade de empreender faz parte da mentalidade das pessoas, e pode-se perceber maior curiosidade e vontade de começar o próprio negócio nos últimos tempos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Endeavor em 2014, 60% dos estudantes universitários brasileiros querem se tornar empreendedores, mas menos de 10% colocam suas ideias em prática. Talvez o que lhes falta é o pontapé inicial, aquela oportunidade motivadora que incentiva o empreendedor a arriscar e investir.

Por isso, unindo-se a vontade com a necessidade, empreender pode ser a alternativa ideal para sobreviver à crise. Claro que começar um negócio não é fácil, exige investimento, dedicação e disposição para tomar riscos. Porém, em tempos de crise, deve ser um “risco controlado” e por isso tudo deve ser feito com bom senso e cuidado. Mas, então, como pode um desempregado investir dinheiro em um novo negócio agora? A resposta é mais simples do que parece: basta apostar no empreendedorismo digital. Hoje em dia, existem diversas ferramentas e serviços para criar de uma identidade online e loja virtual que são extremamente acessíveis, tornando possível a criação de um novo negócio na Internet pelo preço de um cafezinho. Vale destacar que, apesar do momento de mercado frio, os negócios digitais ainda rendem bons frutos, pois segundo o relatório Webshoppers, do E-bit, no primeiro semestre de 2015, o e-commerce no Brasil faturou R$ 18,6 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao mesmo período ano passado.

Por isso, a plataforma online acaba sendo a melhor opção, já que tem baixa barreira de entrada, permitindo que se inicie um negócio com investimento pequeno. Além disso, o empreendedorismo digital continua crescendo, apesar do cenário econômico pessimista, mostrando que para sobreviver à crise, é preciso pensar fora da caixa e finalmente arriscar e investir naquela ideia que estava na gaveta há anos.

Cristiano Mendes

 

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